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quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Samba de terreiro em Floripa
Eu ia escrever algo sobre. Talvez ainda escreva. Mas estou com outros textos na fila e pode ser que demore.
Por hora, publico umas fotos e vídeos do encontro da cacalhada de São Paulo, Uberlândia e Porto Alegre.
No Bar do Noel
No Varandas
As fotos
Por hora, publico umas fotos e vídeos do encontro da cacalhada de São Paulo, Uberlândia e Porto Alegre.
No Bar do Noel
No Varandas
As fotos
Fotos até aqui: Nalva Photos
As de baixo não sei.
As de baixo não sei.
Essa foto é da Nádia
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Núcleos samba de terreiro do Brasil em Floripa neste sábado
Núcleos de pesquisa de todo o Brasil estarão em Florianópolis para uma roda de samba.
Representantes de grupos de Uberlândia (MG), Terra Brasileira (SP), Terreiro de Mauá (Mauá, SP), Glória ao Samba (SP) e Projeto Resgate (Porto Alegre) estarão em Florianópolis neste sábado, 5, para duas apresentações: no Bar do Noel, a partir das 14h, e no Varandas, a partir das 23h.
A programação está confirmada mesmo com chuva! Sem problemas!
Todas as duas apresentações serão junto com o grupo Um Bom Partido, que já se apresenta nesses locais, e será o anfitrião do encontro.
No Noel é de graça, como sempre.
No Varandas, a entrada é de apenas R$10. Mulher não paga se entrar até meia noite e há desconto em petiscos e bebidas.
Mais informações: (48) 9969-0311
O que é?
Os grupos Glória ao Samba, Terra Brasileira, @migos do Samba.com (ambos de São Paulo), Terreiro de Mauá (de Mauá, SP), Resgate (de Porto Alegre), a Roda de Samba de Uberlândia (MG) virão para Florianópolis fazer o que fazem em suas cidades: uma roda de samba. Mas dessa vez estarão todos juntos, e em Florianópolis.
O Samba de Terreiro, é considerado por muitos, junto ao Partido-alto, a vertente mais autêntica do Samba. É o Samba que principiava os carnavais antigos, o Samba feito com muita naturalidade pelos sambistas das agremiações. É a confraternização, é a união de sambistas mostrando que o Samba é do povo e este é o povo do Samba.
Quem são?
O Terreiro de Mauá iniciou oficialmente seus trabalhos dia 22 de dezembro de 2002, na cidade de Mauá, no ABC Paulista, com o intuito de criar um núcleo de estudo de sambas antigos feitos nas escolas de samba do Rio de Janeiro.
O Terra Brasileira, com sede atual no Brás, em São Paulo, surgiu em 2005 com o mesmo propósito. Um de seus fundadores era membro do Morro das Pedras, o primeiro, ou mais expressivo, movimento organizado com o mesmo fim, criado em 2000.
O Glória ao Samba possui o mesmo propósito. Também possui entre seus integrantes um dos fundadores do Morro das Pedras.
O @migos do Samba.com não é um grupo musical propriamente dito, mas de organizadores de eventos e incentivadores culturais. O @migos do samba organiza freqüentes rodas de samba e homenagens para figuras que julga importantes.
O Projeto Resgate, de Porto Alegre, surge em 2007 na mesma linhagem de pesquisa e valorização do samba de terreiro, criando um núcleo semelhante no sul do país.
Em Uberlândia, também houve essa preocupação de mostrar o que a Velha Guarda tem. Não houve a mesma preocupação, entretanto, de criar um nome, sendo chamado, para fins de apresentação, como Roda de Samba de Uberlândia.
Esses núcleos de estudo organizaram, em 2011, uma homenagem nacional ao compositor Chico Santana, da Portela. Foram 6 rodas de samba realizadas em Uberlândia, São Paulo (3), Porto Alegre e a última na Portelinha, no Rio de Janeiro, sede da Velha Guarda da Portela, da qual Chico Santana fazia parte. Participaram dessas homenagens pessoas como Monarco; Waldir 59; Tia Surica; Tia Eunice; Áurea Maria; Neide Santana, filha de Chico Santana, todos membros da Velha Guarda da Portela; o escritor João Baptista M. Vargens, autor de um livro sobre Candeia; o jornalista Sérgio Cabral; Marcos Monte, ex-presidente da Portela; entre outras.
No final de 2011, o @migos do samba.com organizou, em São Paulo, uma homenagem a algumas pessoas, entregando Prêmio Paulo da Portela. Lá estavam, de novo, representantes dos movimentos de pesquisa de São Paulo, Uberlândia e Florianópolis.
Junto com esses núcleos, participam frequentemente das manifestações várias outras pessoas que não tem a pretensão, ou tempo, de firmar um compromisso, mas que também pesquisam e auxiliam na manutenção dos nomes sagrados que louvamos.
Além destes grupos, existem outros, espalhados por outros locais do país, como na própria São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro.
Por que o encontro em Florianópolis?
Em 2010, houve uma visita de alguém de Florianópolis para o Projeto Resgate, de Porto Alegre. No mesmo ano, houve uma viagem até São Paulo, para uma roda de samba do Terreiro Grande, também oriundo do Morro das Pedras. Em janeiro, um representante de Floripa foi até Uberlândia para a primeira homenagem a Chico Santana, com pessoas de Floripa, SP, e MG. Depois foi para Porto Alegre, São Paulo (em uma das 3 homenagens) e para Portelinha, no Rio.
Não há como precisar quando começou, mas esse intercâmbio entre todas essas cidades envolvidas acontece comumente e frequentemente há tempos. Uberlândia já foi para Porto Alegre e São Paulo, São Paulo já foi para Porto Alegre e Uberlândia, Porto Alegre já foi para São Paulo e Florianópolis (em 2010, para 3 apresentações).
Esta será a primeira vez que Florianópolis irá receber os núcleos de São Paulo e Uberlândia, junto com Porto Alegre, somando mais de 60 pessoas, para um encontro nacional sem um motivo especial, se não a confraternização entre os amigos, a comunhão de um mesmo ideal: tocar samba.
Representantes de grupos de Uberlândia (MG), Terra Brasileira (SP), Terreiro de Mauá (Mauá, SP), Glória ao Samba (SP) e Projeto Resgate (Porto Alegre) estarão em Florianópolis neste sábado, 5, para duas apresentações: no Bar do Noel, a partir das 14h, e no Varandas, a partir das 23h.
A programação está confirmada mesmo com chuva! Sem problemas!
Todas as duas apresentações serão junto com o grupo Um Bom Partido, que já se apresenta nesses locais, e será o anfitrião do encontro.
No Noel é de graça, como sempre.
No Varandas, a entrada é de apenas R$10. Mulher não paga se entrar até meia noite e há desconto em petiscos e bebidas.
Mais informações: (48) 9969-0311
O que é?
Os grupos Glória ao Samba, Terra Brasileira, @migos do Samba.com (ambos de São Paulo), Terreiro de Mauá (de Mauá, SP), Resgate (de Porto Alegre), a Roda de Samba de Uberlândia (MG) virão para Florianópolis fazer o que fazem em suas cidades: uma roda de samba. Mas dessa vez estarão todos juntos, e em Florianópolis.
O Samba de Terreiro, é considerado por muitos, junto ao Partido-alto, a vertente mais autêntica do Samba. É o Samba que principiava os carnavais antigos, o Samba feito com muita naturalidade pelos sambistas das agremiações. É a confraternização, é a união de sambistas mostrando que o Samba é do povo e este é o povo do Samba.
Quem são?
O Terreiro de Mauá iniciou oficialmente seus trabalhos dia 22 de dezembro de 2002, na cidade de Mauá, no ABC Paulista, com o intuito de criar um núcleo de estudo de sambas antigos feitos nas escolas de samba do Rio de Janeiro.
O Terra Brasileira, com sede atual no Brás, em São Paulo, surgiu em 2005 com o mesmo propósito. Um de seus fundadores era membro do Morro das Pedras, o primeiro, ou mais expressivo, movimento organizado com o mesmo fim, criado em 2000.
O Glória ao Samba possui o mesmo propósito. Também possui entre seus integrantes um dos fundadores do Morro das Pedras.
O @migos do Samba.com não é um grupo musical propriamente dito, mas de organizadores de eventos e incentivadores culturais. O @migos do samba organiza freqüentes rodas de samba e homenagens para figuras que julga importantes.
O Projeto Resgate, de Porto Alegre, surge em 2007 na mesma linhagem de pesquisa e valorização do samba de terreiro, criando um núcleo semelhante no sul do país.
Em Uberlândia, também houve essa preocupação de mostrar o que a Velha Guarda tem. Não houve a mesma preocupação, entretanto, de criar um nome, sendo chamado, para fins de apresentação, como Roda de Samba de Uberlândia.
Esses núcleos de estudo organizaram, em 2011, uma homenagem nacional ao compositor Chico Santana, da Portela. Foram 6 rodas de samba realizadas em Uberlândia, São Paulo (3), Porto Alegre e a última na Portelinha, no Rio de Janeiro, sede da Velha Guarda da Portela, da qual Chico Santana fazia parte. Participaram dessas homenagens pessoas como Monarco; Waldir 59; Tia Surica; Tia Eunice; Áurea Maria; Neide Santana, filha de Chico Santana, todos membros da Velha Guarda da Portela; o escritor João Baptista M. Vargens, autor de um livro sobre Candeia; o jornalista Sérgio Cabral; Marcos Monte, ex-presidente da Portela; entre outras.
No final de 2011, o @migos do samba.com organizou, em São Paulo, uma homenagem a algumas pessoas, entregando Prêmio Paulo da Portela. Lá estavam, de novo, representantes dos movimentos de pesquisa de São Paulo, Uberlândia e Florianópolis.
Junto com esses núcleos, participam frequentemente das manifestações várias outras pessoas que não tem a pretensão, ou tempo, de firmar um compromisso, mas que também pesquisam e auxiliam na manutenção dos nomes sagrados que louvamos.
Além destes grupos, existem outros, espalhados por outros locais do país, como na própria São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro.
Por que o encontro em Florianópolis?
Em 2010, houve uma visita de alguém de Florianópolis para o Projeto Resgate, de Porto Alegre. No mesmo ano, houve uma viagem até São Paulo, para uma roda de samba do Terreiro Grande, também oriundo do Morro das Pedras. Em janeiro, um representante de Floripa foi até Uberlândia para a primeira homenagem a Chico Santana, com pessoas de Floripa, SP, e MG. Depois foi para Porto Alegre, São Paulo (em uma das 3 homenagens) e para Portelinha, no Rio.
Não há como precisar quando começou, mas esse intercâmbio entre todas essas cidades envolvidas acontece comumente e frequentemente há tempos. Uberlândia já foi para Porto Alegre e São Paulo, São Paulo já foi para Porto Alegre e Uberlândia, Porto Alegre já foi para São Paulo e Florianópolis (em 2010, para 3 apresentações).
Esta será a primeira vez que Florianópolis irá receber os núcleos de São Paulo e Uberlândia, junto com Porto Alegre, somando mais de 60 pessoas, para um encontro nacional sem um motivo especial, se não a confraternização entre os amigos, a comunhão de um mesmo ideal: tocar samba.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Confraternização
Walter Rosa. Grande compositor da Portela. Famoso, entre outra coisas, por gostar de gostar de usar um linguajar rebuscado, usando, por vezes, palavras que ele não conhecia.
Não consegui retirar só o trecho específico do Walter Rosa, então vai tudo.
Carlos Monte, que já foi diretor do departamento cultural da Portela nos anos 70 e co-autor do livro "A Velha Guarda da Portela", junto com João Baptista M. Vargens, fala sobre o compositor, sobre a confraternização e outras coisas.
Segue as 3 confraternizações cantadas pelo próprio:
Confraternização
(Walter Rosa)
Envio aqui, musicalmente,
Cartões de boas festas
A todos os poetas e compositores
Espero que estes os encontrem contentes, gozando saúde
E felizes em seus amores
Zinco, lá dos Filhos do Deserto
Prefere sempre estar perto das florestas
Ouvindo os pássaros cantando
Cartola se afasta do morro mas não vai embora
A saudade lhe devora
De Carlos Moreira, Zagaia e Padeirinho
Com este último, com quem conversei bastante
Sobre um assunto interessante com Nonô do Jacarezinho
Ariosto Ventura de tanto dizer:
Vem morar comigo
Se andares direita te darei amor
Se errares te darei só castigo
Ilco, lá do Engenho da Rainha
Uma vez numa tendinha me chamou em particular
Walter Rosa, por Deus quero compor
Com você uma prosa que não relacione o amor
Silas, viga-mestre do Império Serrano
Lá do alto quando abre-se o pano
Aparece a cantar:
És a luz da minha vida para ela
A Serrinha em peso abre a janela
Para ouvir o seu cantor
Candeia, Waldir, Picolino
Manacéa, Alvaiade, Avelino
Monarco e Chatim
Padrões de talento da Portela
Os seus valores não tem fim
Confraternização nº 2
(Walter Rosa)
Renovarei
Votos de estima aos poetas
E compositores já citados
Chegou a vez
Daqueles que ainda não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
Noel e Anescarzinho do Salgueiro
Quando lançaram no terreiro
O samba que o brasileiro vibrou
Chica da Silva do cativeiro zombou
Cícero e Hélio Cabral da Estação Primeira
Diz que a semente do samba quem possui é só Mangueira
Ramon Russo ao passar pelo Império foi um caso sério
Com aquele tal de Timbó
Foi notória a presença de
Osório Diz o que quis no samba tango
E escreveu como ele só, assim redigiu
Dançando me viu e fingiu que não viu
Com aquele cavalheiro ela saiu
Valter Coringa só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e Evancoé
Este que fez sua transferência pra Portela
Tal qual o Jair da Capela
Hoje com Jorge Bubu e Casquinha defendem Oswaldo Cruz
Aonde a música seduz
Confraternização nº 3
(Walter Rosa)
Parabenizaram-me
Muitos ficaram aborrecidos
Foi aquele 'zum zum zum'
Dentre os que não foram incluídos
Levaram a cópia do original
Da Fraternização nº 1
Ao conhecimento de um jornal
Garanto que não foi nenhum dos valores escondidos
Que existem por aí
Por exemplo o Everaldo que eu conheci
Na residência de Antônio Candeia
Para mim foi um dia feliz
Assim como vivem felizes
Carlinhos Sideral, Velha, Matias e Bidi
Enquanto possuirem o samba na veia
Defenderão a sua Imperatriz
Quem não conhece o talento de Tolito, Geraldo Babão
Zuzuca e Darci, que só faz samba bonito
Mantive um papo sadio com Aurinho da Ilha
Sobre Paulinho da Viola e o seu sucesso 'Sei lá não sei'
Chegou Jorginho dizendo:
Gravei um LP que é só maravilha
Os autores são Pelado, Preto Rico e Leléo
Mostrou-se muito empolgado
Com Martinho de Vila Isabel
Que está com a bola branca
E promete ocupar o trono de Noel
Walter Rosa usa trechos de sambas de alguns compositores, histórias de outros, tudo isso envolto em uma história e uma melodia atraente e singular.
É Walter Rosa registrando a história fazendo história. Metalinguagem total!!
Salve, Walter Rosa!
Não consegui retirar só o trecho específico do Walter Rosa, então vai tudo.
Carlos Monte, que já foi diretor do departamento cultural da Portela nos anos 70 e co-autor do livro "A Velha Guarda da Portela", junto com João Baptista M. Vargens, fala sobre o compositor, sobre a confraternização e outras coisas.
Segue as 3 confraternizações cantadas pelo próprio:
Confraternização
(Walter Rosa)
Envio aqui, musicalmente,
Cartões de boas festas
A todos os poetas e compositores
Espero que estes os encontrem contentes, gozando saúde
E felizes em seus amores
Zinco, lá dos Filhos do Deserto
Prefere sempre estar perto das florestas
Ouvindo os pássaros cantando
Cartola se afasta do morro mas não vai embora
A saudade lhe devora
De Carlos Moreira, Zagaia e Padeirinho
Com este último, com quem conversei bastante
Sobre um assunto interessante com Nonô do Jacarezinho
Ariosto Ventura de tanto dizer:
Vem morar comigo
Se andares direita te darei amor
Se errares te darei só castigo
Ilco, lá do Engenho da Rainha
Uma vez numa tendinha me chamou em particular
Walter Rosa, por Deus quero compor
Com você uma prosa que não relacione o amor
Silas, viga-mestre do Império Serrano
Lá do alto quando abre-se o pano
Aparece a cantar:
És a luz da minha vida para ela
A Serrinha em peso abre a janela
Para ouvir o seu cantor
Candeia, Waldir, Picolino
Manacéa, Alvaiade, Avelino
Monarco e Chatim
Padrões de talento da Portela
Os seus valores não tem fim
Confraternização nº 2
(Walter Rosa)
Renovarei
Votos de estima aos poetas
E compositores já citados
Chegou a vez
Daqueles que ainda não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
Noel e Anescarzinho do Salgueiro
Quando lançaram no terreiro
O samba que o brasileiro vibrou
Chica da Silva do cativeiro zombou
Cícero e Hélio Cabral da Estação Primeira
Diz que a semente do samba quem possui é só Mangueira
Ramon Russo ao passar pelo Império foi um caso sério
Com aquele tal de Timbó
Foi notória a presença de
Osório Diz o que quis no samba tango
E escreveu como ele só, assim redigiu
Dançando me viu e fingiu que não viu
Com aquele cavalheiro ela saiu
Valter Coringa só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e Evancoé
Este que fez sua transferência pra Portela
Tal qual o Jair da Capela
Hoje com Jorge Bubu e Casquinha defendem Oswaldo Cruz
Aonde a música seduz
Confraternização nº 3
(Walter Rosa)
Parabenizaram-me
Muitos ficaram aborrecidos
Foi aquele 'zum zum zum'
Dentre os que não foram incluídos
Levaram a cópia do original
Da Fraternização nº 1
Ao conhecimento de um jornal
Garanto que não foi nenhum dos valores escondidos
Que existem por aí
Por exemplo o Everaldo que eu conheci
Na residência de Antônio Candeia
Para mim foi um dia feliz
Assim como vivem felizes
Carlinhos Sideral, Velha, Matias e Bidi
Enquanto possuirem o samba na veia
Defenderão a sua Imperatriz
Quem não conhece o talento de Tolito, Geraldo Babão
Zuzuca e Darci, que só faz samba bonito
Mantive um papo sadio com Aurinho da Ilha
Sobre Paulinho da Viola e o seu sucesso 'Sei lá não sei'
Chegou Jorginho dizendo:
Gravei um LP que é só maravilha
Os autores são Pelado, Preto Rico e Leléo
Mostrou-se muito empolgado
Com Martinho de Vila Isabel
Que está com a bola branca
E promete ocupar o trono de Noel
Walter Rosa usa trechos de sambas de alguns compositores, histórias de outros, tudo isso envolto em uma história e uma melodia atraente e singular.
É Walter Rosa registrando a história fazendo história. Metalinguagem total!!
Salve, Walter Rosa!
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Um Bom Partido aos sábados no Varandas Bar, na Lagoa
O grupo Um Bom Partido está se apresentando no Varandas Bar, na Av. das Rendeiras, Lagoa da Conceição, todo sábado a partir das 23h.
Até meia noite mulher não paga para entrar!
No repertório, samba de terreiro, samba de roda, partido alto, samba amaxixado, samba canção... Dá pra dançar junto no samba canção, sozinho no samba de terreiro, em grupo no samba de roda. E até pra quem prefere ficar parado só curtindo a música. Tem pra todos os gostos!
A entrada é de apenas R$ 10.
Mais informações pelo telefone 9904-2281.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Tunico da Vila no Bar do Noel
Tunico da Vila, o Tunico Ferreira, filho de Martinho da Vila, estará se apresentando no Bar Canto do Noel neste sábado, dia 14, a partir das 14h. De graça!
É a segunda visita de Tunico ao Bar. Na primeira vez, no fim do ano passado, Tunico veio para acompanhar seu pai num show na UFSC, ouviu falar do bar e procurou os proprietários para uma possível participação no samba de sábado. Negócio fechado! Tunico esteve junto com o grupo Um Bom Partido, com a Travessa Ratclif lotada.
Dessa vez, em nova visita à cidade, renovaram-se os contatos e Tunico estará de novo no Bar do Noel, comendo um peixe, uma feijoada e fazendo samba junto com o grupo Um Bom Partido a céu aberto para quem quiser ouvir.
O que? Tunico da Vila
Onde? Bar Canto do Noel, Travessa Ratclif, Centro
Quando? Sábado, 14, às 14h
Quanto? De graça!
Tunico da Vila
Tunico da Vila, o Tunico Ferreira, é percussionista profissional desde 1993. Gravou CDs de vários artistas como Leila Pinheiro, Emilio Santiago, João de Aquino, Luís Carlos da Vila, Jorge Agrião, Gera, Fundo de Quintal, Leci Brandão, Bia Bedran, Dona Ivone Lara, Mpb4 e Jorge Degas, que o levou para gravar na Dinamarca os CDs dos cantores Keld Andersen, Naja Storebjerg e Vini Johansen. Desde 1986 é membro da bateria da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Foi também integrante da antiga Rio Jazz Orquestra, do grupo Musical Coeur Samba e por mais de 10 anos acompanhou seu pai, Martinho da Vila, em shows pelo Brasil e pelo mundo.
No final de 2003 lançou seu primeiro CD como cantor, intitulado “TUNICO FERREIRA”, pela gravadora Seven Music, embalado pelo sucesso “Nota de cem”, muito executada nas rádios e em vários programas de TV, obtendo destaque nacional ao apresentar-se no Domingão do Faustão, Hebe Camargo, Almoço com os Artistas, e outros. Esse CD lhe deu o prêmio de Cantor Revelação 2003, dado pelo Jornal das Gravadoras, ligado a Associação Brasileira de Produtores de Disco (Abpd).
Em 2006, pela ZFM RECORDS, Tunico lançou seu segundo CD, intitulado “NA CADÊNCIA DO PARTIDO-ALTO”, produzido por Martinho da Vila, e teve o projeto gráfico assinado por Elifas Andreato. Tunico abre o álbum com o emocionante “Na cadência do partido alto”, onde faz uma bela reverência aos grandes nomes do samba, como ele mesmo versa: “Tive o prazer de ver em minha própria casa, sambas maravilhosos com partideiros de primeira linha...”.
Agora Tunico prepara a gravação do seu DVD “Na Cadência do Partido-Alto”, que será uma viagem pelos ritmos como o samba, maxixe, forró e Semba (Angola), ritmos nos quais ele aprendeu direto na fonte como ele mesmo gosta de falar:
“Aprendi a tocar o verdadeiro semba com o Joãozinho e o Rui lá em Angola, depois fui aperfeiçoando dando canja em Portugal na banda do caboverdeano Tito Paris. O grupo Tabanka Jazz quando veio ao Brasil também me ajudou muito e em Lisboa não foi diferente. Íamos pra todos os lugares onde tinha música ao vivo e o Galeano e Jair me passaram muita coisa. Foi uma bela escola, pois passei muita coisa de samba pra eles e eles me passaram muito de música africana, um verdadeiro intercâmbio entre músicos.”
Tunico já fez shows pelo Brasil e pelo mundo. Já se apresentou em Florianópolis em 2009 e 2011 e agora retorna para mais uma apresentação.
Mais informações: (48) 9117-3803 – Acauã Irê
É a segunda visita de Tunico ao Bar. Na primeira vez, no fim do ano passado, Tunico veio para acompanhar seu pai num show na UFSC, ouviu falar do bar e procurou os proprietários para uma possível participação no samba de sábado. Negócio fechado! Tunico esteve junto com o grupo Um Bom Partido, com a Travessa Ratclif lotada.
Dessa vez, em nova visita à cidade, renovaram-se os contatos e Tunico estará de novo no Bar do Noel, comendo um peixe, uma feijoada e fazendo samba junto com o grupo Um Bom Partido a céu aberto para quem quiser ouvir.
Foto: Janine Costa
O que? Tunico da Vila
Onde? Bar Canto do Noel, Travessa Ratclif, Centro
Quando? Sábado, 14, às 14h
Quanto? De graça!
Tunico da Vila
Tunico da Vila, o Tunico Ferreira, é percussionista profissional desde 1993. Gravou CDs de vários artistas como Leila Pinheiro, Emilio Santiago, João de Aquino, Luís Carlos da Vila, Jorge Agrião, Gera, Fundo de Quintal, Leci Brandão, Bia Bedran, Dona Ivone Lara, Mpb4 e Jorge Degas, que o levou para gravar na Dinamarca os CDs dos cantores Keld Andersen, Naja Storebjerg e Vini Johansen. Desde 1986 é membro da bateria da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Foi também integrante da antiga Rio Jazz Orquestra, do grupo Musical Coeur Samba e por mais de 10 anos acompanhou seu pai, Martinho da Vila, em shows pelo Brasil e pelo mundo.
No final de 2003 lançou seu primeiro CD como cantor, intitulado “TUNICO FERREIRA”, pela gravadora Seven Music, embalado pelo sucesso “Nota de cem”, muito executada nas rádios e em vários programas de TV, obtendo destaque nacional ao apresentar-se no Domingão do Faustão, Hebe Camargo, Almoço com os Artistas, e outros. Esse CD lhe deu o prêmio de Cantor Revelação 2003, dado pelo Jornal das Gravadoras, ligado a Associação Brasileira de Produtores de Disco (Abpd).
Em 2006, pela ZFM RECORDS, Tunico lançou seu segundo CD, intitulado “NA CADÊNCIA DO PARTIDO-ALTO”, produzido por Martinho da Vila, e teve o projeto gráfico assinado por Elifas Andreato. Tunico abre o álbum com o emocionante “Na cadência do partido alto”, onde faz uma bela reverência aos grandes nomes do samba, como ele mesmo versa: “Tive o prazer de ver em minha própria casa, sambas maravilhosos com partideiros de primeira linha...”.
Agora Tunico prepara a gravação do seu DVD “Na Cadência do Partido-Alto”, que será uma viagem pelos ritmos como o samba, maxixe, forró e Semba (Angola), ritmos nos quais ele aprendeu direto na fonte como ele mesmo gosta de falar:
“Aprendi a tocar o verdadeiro semba com o Joãozinho e o Rui lá em Angola, depois fui aperfeiçoando dando canja em Portugal na banda do caboverdeano Tito Paris. O grupo Tabanka Jazz quando veio ao Brasil também me ajudou muito e em Lisboa não foi diferente. Íamos pra todos os lugares onde tinha música ao vivo e o Galeano e Jair me passaram muita coisa. Foi uma bela escola, pois passei muita coisa de samba pra eles e eles me passaram muito de música africana, um verdadeiro intercâmbio entre músicos.”
Tunico já fez shows pelo Brasil e pelo mundo. Já se apresentou em Florianópolis em 2009 e 2011 e agora retorna para mais uma apresentação.
Mais informações: (48) 9117-3803 – Acauã Irê
sexta-feira, 30 de março de 2012
Um Bom Partido no Bar do Noel
Samba é resistência.
Fazer samba é uma diversão, mas não é brincadeira.
Isso é desde os tempos mais primórdios, quando era proibido, quando pessoas eram presas por andarem com um pandeiro embaixo do braço.
O executar um samba num bar não é somente executar um samba num bar. Qualquer pessoa que se digna a executar um samba tem que ter em mente que este ato é um ato de resistência, de enfrentamento a uma cultura que insiste em ser desviada para caminhos estranhos, mas sempre volta a si quando um samba é entoado.
Por isso não posso ser tão flexível quando o assunto é samba. Me sinto obrigado a colocar os pingos nos is e ser radical nas minhas posições. Se me prontifiquei a viver para isso, tenho que entrar de unhas e dentes e evitar que seja deturpado. Enfrentando quem e o que quer que seja. Evitando que, aos poucos, o samba seja desvirtuado para uma coisa qualquer, sem fundamento, sem história, sem emoção.
Ninguém toca samba por tocar. Ao menos, não deveriam. No samba existe um axé, como tem na capoeira, no candomblé, ou qualquer outra manifestação afro. Me arrisco a dizer que existe axé em qualquer manifestação que envolva louvação a alguém já falecido, como costumeiramente acontece no samba. Quando não existe um axé bom, não tem samba bom.
Quando se toca um samba, não se toca um samba simplesmente. Há todo um ritual que envolve uma roda de samba. Porque o samba só é samba quando vem do povo e para o povo. Quando há uma execussão musical do gênero samba em uma casa noturna, no palco, longe do povo, com itens distanciadores, como o ingresso, deixa de ser samba. Passa a ser uma simples execussão musical do gênero samba.
E dentro do ritual da roda de samba, enquanto executamos os sambas, estamos louvando aqueles compositores, alguns já falecidos. Estamos falando de forças extra terrenas. De energias que rondam a roda. O axé.
A cada samba executado de um compositor diferente, ou quando se louva um cantor, ou um instrumentista, o axé é renovado.
E o axé que existe aos sábados no Bar do Noel, na roda do Um Bom Partido, é muito bom.
Digo isso porque frequento o Bar do Noel desde quando é Bar do Noel - não frequentava quando era Bar do Petit -, mesmo quando não tem samba.
Digo isso porque no samba de sábado podem ser encontrados os melhores músicos em suas respectivas áreas, na sua linha de samba.
Digo isso com a propriedade de quem já frequentou praticamente todos os sambas da cidade e esse ser o único lugar que me tira de casa.
Digo isso depois de muito criticar, brigar, elogiar, brigar, discutir. Aprendi que as moças que comandam aquela roda há mais de 3 anos, e comandam o grupo há mais de 13 anos, não vão lá todo sábado pra brincar de fazer samba. Estão lá cantando músicas que ninguém canta em lugar nenhum da cidade. Os músicos idem. Executando gêneros musicais que não se executa em lugar nenhum da cidade. Deixando de marcar outros compromissos, como com a família, para ganhar 50 reais por dia, debaixo de um sol do meio dia, tocando 4 horas, perdendo um dia inteiro que poderiam estar curtindo seus filhos ou produzindo algo para si. Mas estão lá enfrentando tudo e todos. Todos aqueles que não dão bola pro samba e só querem pagode. Aqueles que não dão bola pro samba e só querem mulher ou homem. Aqueles que não dão bola pra manifestação cultural que acontece gratuitamente e pacificamente e que querem fechar o bar. Enfrentando o Estado, que deveria chamar a responsabilidade pra si e ofertar cultura para a população, mas que não faz força nenhuma para ajudar e não mede esforços para tentar fechar o bar e acabar com o samba de todas as formas. Mesmo assim, o samba está lá. Resistindo. Enfrentando. Isso é o samba.
Viva o samba!
Viva o Bar do Noel!
Viva o grupo Um Bom Partido!
Viva a resistência cultural!
terça-feira, 27 de março de 2012
Aula de dança
Começando com algo leve...
Uma fonte diferente...
Um nível mais avançado, tocando e dançando ao mesmo tempo...
A brincadeira...
Salve, Luna! (O último a dançar)
Uma fonte diferente...
Um nível mais avançado, tocando e dançando ao mesmo tempo...
A brincadeira...
Salve, Luna! (O último a dançar)
sexta-feira, 23 de março de 2012
Portela registra a história! De novo!
Em 1973, a Portela não veio bem. Vários problemas durante o desfile. O pior deles foi a bateria, que desandou de forma feia e trágica, e a escola amargurou um quarto lugar.
Eis que Paulinho da Portela aparece com um samba e apresenta na quadra para animar o pessoal para o ano seguinte. Em 1974, a Portela ficaria em segundo.
Seu diretor de bateria
(Paulinho da Viola)
Seu diretor de bateria
Aquilo que eu disser não leve a mal
Agora que chegou a calmaria
Vamos esquecer o vendaval
Reúna nossos batuqueiros
Que eu já peguei meu violão
Pois esse ano a Portela vai sair pra definir
Aquela situação
Quem chorou, chorou
Quem sorriu, sorriu
O nosso destino é lutar
Portela não vai deixar cair
Aquilo que construiu
Eis que Paulinho da Portela aparece com um samba e apresenta na quadra para animar o pessoal para o ano seguinte. Em 1974, a Portela ficaria em segundo.
Seu diretor de bateria
(Paulinho da Viola)
Seu diretor de bateria
Aquilo que eu disser não leve a mal
Agora que chegou a calmaria
Vamos esquecer o vendaval
Reúna nossos batuqueiros
Que eu já peguei meu violão
Pois esse ano a Portela vai sair pra definir
Aquela situação
Quem chorou, chorou
Quem sorriu, sorriu
O nosso destino é lutar
Portela não vai deixar cair
Aquilo que construiu
sexta-feira, 16 de março de 2012
Portela registra a história
Portela também registra a história através de samba!
Em 1952, Portela e Mangueira já haviam desfilado quando, durante o desfile do Império Serrano, caiu um temporal da peste. O Império se manteve firme e forte desfilando. Os jurados não.
Claro que o Império Serrano foi reclamar do fato. E com certa razão.
Resultado: nenhum. A apuração foi cancelada e não houve vencedor.
Quem venceria o carnaval de 1953 seria considerado o super campeão. Deu Portela.
Mas o fato é que a anulação do resultado do desfile acabou em samba. Uma provocação na rima, sem dizer quem seria o responsável pela anulação.
Esse samba foi cantado no esquenta da Portela para o desfile de 1953.
Não foi Portela que anulou
(Maneco)
Não foi Portela
Que anulou
Não foi Mangueira
Também não foi, não senhor
Essa escola, pra vocês é um mistério
Não digo o nome
Deixo isso a seu critério
Mais uma chance eu vou lhe dar
Essa escola fica perto de Madureira
Saiu representando, em 52
Ana Néri, a corajosa enfermeira
Mais um samba que fala o ano do ocorrido, o enredo, as escolas que não foram responsáveis pela anulação, e, claramente, a escola que anulou o resultado.
Sensacional!!!
Em 1952, Portela e Mangueira já haviam desfilado quando, durante o desfile do Império Serrano, caiu um temporal da peste. O Império se manteve firme e forte desfilando. Os jurados não.
Claro que o Império Serrano foi reclamar do fato. E com certa razão.
Resultado: nenhum. A apuração foi cancelada e não houve vencedor.
Quem venceria o carnaval de 1953 seria considerado o super campeão. Deu Portela.
Mas o fato é que a anulação do resultado do desfile acabou em samba. Uma provocação na rima, sem dizer quem seria o responsável pela anulação.
Esse samba foi cantado no esquenta da Portela para o desfile de 1953.
Não foi Portela que anulou
(Maneco)
Não foi Portela
Que anulou
Não foi Mangueira
Também não foi, não senhor
Essa escola, pra vocês é um mistério
Não digo o nome
Deixo isso a seu critério
Mais uma chance eu vou lhe dar
Essa escola fica perto de Madureira
Saiu representando, em 52
Ana Néri, a corajosa enfermeira
Mais um samba que fala o ano do ocorrido, o enredo, as escolas que não foram responsáveis pela anulação, e, claramente, a escola que anulou o resultado.
Sensacional!!!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Mangueira registra a história
A Mangueira também tem fez um registro da história.
A classificação até o sexto lugar e os horários dos desfiles. Em 1967.
Tabela do Samba
(Geraldo Neves)
Em primeiro lugar:
Mangueira, não houve engano
Em segundo lugar:
Império Serrano
Em terceiro lugar:
Salgueiro em sem papel
Em quarto lugar:
Unidos de Vila Isabel
O carnaval é um jogo de sinuca
Em quinto lugar:
Unidos de Lucas
Não esquecendo o nome dela
Em sexto lugar:
A querida Portela
Às 9 horas da noite
Foi que o desfile começou
Somente às 4 horas da manhã
Foi que a Mangueira entrou
Na passarela da avenida
O povo gritava:
'Mangueira querida!'
A classificação até o sexto lugar e os horários dos desfiles. Em 1967.
Tabela do Samba
(Geraldo Neves)
Em primeiro lugar:
Mangueira, não houve engano
Em segundo lugar:
Império Serrano
Em terceiro lugar:
Salgueiro em sem papel
Em quarto lugar:
Unidos de Vila Isabel
O carnaval é um jogo de sinuca
Em quinto lugar:
Unidos de Lucas
Não esquecendo o nome dela
Em sexto lugar:
A querida Portela
Às 9 horas da noite
Foi que o desfile começou
Somente às 4 horas da manhã
Foi que a Mangueira entrou
Na passarela da avenida
O povo gritava:
'Mangueira querida!'
Atalho
Geraldo Neves,
Mangueira,
Música
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Salgueiro registra a história
Em 1953 quando no Morro do Salgueiro ainda haviam 3 escolas, a Azul e Branco, a Depois Eu Digo, e a Unidos do Salgueiro, o Geraldo Babão fez um samba falando sobre balançar a roseira, após o resultado do desfile onde nenhuma das 3 escolas conseguiu um bom resultado.
Nesse samba, Geraldo Babão propôs que se unissem as escolas para formar uma única, poderosa.
Em 1959, já com a união das escolas, a Acadêmicos do Salgueiro veio com um samba lindo, desfile bonito, todo mundo achava que dessa vez ia dar, mas não ganhou. Perdeu pra Portela.
Binha, compositor do Salgueiro fez esse samba, registrando o ocorrido e remetendo ao samba de Geraldo Babão.
Aos 1'46''
Em 59 balançamos a roseira
(Binha)
Em 59
Balançamos a roseira
Demos susto na Portela
Derrubando o Império e a Mangueira
Por 1 ponto e meio
Perdemos a grande vitória
Mas fomos vice-campeões
Com orgulho e glória
Salve
Academia do Salgueiro
Foi a vedete sem igual
No dia 8 de fevereiro
Representou com genial saber
Obras e vultos de Debret
O legal disso tudo é a letra espetacular! Além da melodia, também espetacular!
Ele conta o dia, mês, ano, as 4 primeiras posições, a diferença de pontuação, o enredo, faz uma referência a outro samba do Salgueiro e ainda exalta sua escola, mesmo perdendo.
Sensacional!!!
O Salgueiro veio a conquistar seu primeiro título em 1960, dividindo com a Portela, Mangueira, Império e Unidos da Capela. Em 1963, venceria sozinha.
Nesse samba, Geraldo Babão propôs que se unissem as escolas para formar uma única, poderosa.
Em 1959, já com a união das escolas, a Acadêmicos do Salgueiro veio com um samba lindo, desfile bonito, todo mundo achava que dessa vez ia dar, mas não ganhou. Perdeu pra Portela.
Binha, compositor do Salgueiro fez esse samba, registrando o ocorrido e remetendo ao samba de Geraldo Babão.
Aos 1'46''
Em 59 balançamos a roseira
(Binha)
Em 59
Balançamos a roseira
Demos susto na Portela
Derrubando o Império e a Mangueira
Por 1 ponto e meio
Perdemos a grande vitória
Mas fomos vice-campeões
Com orgulho e glória
Salve
Academia do Salgueiro
Foi a vedete sem igual
No dia 8 de fevereiro
Representou com genial saber
Obras e vultos de Debret
O legal disso tudo é a letra espetacular! Além da melodia, também espetacular!
Ele conta o dia, mês, ano, as 4 primeiras posições, a diferença de pontuação, o enredo, faz uma referência a outro samba do Salgueiro e ainda exalta sua escola, mesmo perdendo.
Sensacional!!!
O Salgueiro veio a conquistar seu primeiro título em 1960, dividindo com a Portela, Mangueira, Império e Unidos da Capela. Em 1963, venceria sozinha.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Argemiro vs Chico e Vinícius
Ao ser apresentado como compositor, Chico e Vinícius pediram que ele compusesse algo sobre uma garrafa de cerveja que estava em cima da mesa.
Seu Argemiro, no alto da sua simplicidade, disse que não poderia compor pois não sentia nada pela garrafa.
Passado o encontro, Argemiro estava em casa e compôs isso:
Minha inspiração
(Argemiro)
Quando ouvirem os meus sambas
Vão perguntar talvez
Vão querer saber do meu passado
Que as minhas letras são de apaixonado
Outro gênero não tem vez
Eu direi vocês estão enganados
Não faço sambas fabricados
Compreendendo vão me dar razão
Somente escrevo o que sinto
Falo a verdade e não minto
Culpada é a minha inspiração
Já procurei escrever de outro jeito
Nada saía perfeito
Porque não estava em mim
Não adianta forçar a minha natureza
Se o melhor do samba é a sua pureza
E eu forçando seria meu fim
Atualizado em 15/03
Com os cumprimentos de Edinho, que me passou esse novo áudio.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Depoimentos para Posteridade de luto!
O projeto Depoimentos para Posteridade está de luto.
Morreu Seu Vidomar.
Membro da Velha Guarda da Copa Lord, um dos últimos contemporâneos da fundação da Copa Lord. Guardião de histórias inimagináveis, inenarráveis, de lembranças mil.
Benditos aqueles que puderam passar horas, dias, conversando com esse velho. Os velhos são os detentores da experiência da vida. Do conhecimento. E quanto conhecimento tinha Seu Vidomar.
Reza a lenda que ele estava junto com a equipe que fundou Os Garotos do Ritmo, em janeiro de 1955. Em fevereiro, quando da fundação da Copa Lord, Avez-vous teria sugerido o nome atual por achar que o nome antigo já não condizia com a idade deles à época. Seu Vidomar não consta - pelo menos na história do muro do Bar do Segundo - entre os fundadores.
Reza a lenda que Os Garotos do Ritmo continuaram se apresentando como um grupo de samba e dança pela cidade, mesmo após a fundação da Copa Lord. Avez-vous, Nego Quirido, Seu Vidomar, e outros eram os integrantes.
Tudo isso e outras histórias mil hoje rezam como lendas. Nada mais poderá ser confirmado com exata precisão. Toda a história dos sambistas do Morro da Caixa está enterrado no cemitério do Itacorubi com Avez-vous e Seu Vidomar. Dois ilustres que eu não pude entrevistar.
O projeto Depoimentos para Posteridade está de luto!
Adeus, Seu Vidomar!
Imagem retirada do documentário sobre o Nego Quirido, de Guilherme Lira.
Membro da Velha Guarda da Copa Lord, um dos últimos contemporâneos da fundação da Copa Lord. Guardião de histórias inimagináveis, inenarráveis, de lembranças mil.
Benditos aqueles que puderam passar horas, dias, conversando com esse velho. Os velhos são os detentores da experiência da vida. Do conhecimento. E quanto conhecimento tinha Seu Vidomar.
Reza a lenda que ele estava junto com a equipe que fundou Os Garotos do Ritmo, em janeiro de 1955. Em fevereiro, quando da fundação da Copa Lord, Avez-vous teria sugerido o nome atual por achar que o nome antigo já não condizia com a idade deles à época. Seu Vidomar não consta - pelo menos na história do muro do Bar do Segundo - entre os fundadores.
Reza a lenda que Os Garotos do Ritmo continuaram se apresentando como um grupo de samba e dança pela cidade, mesmo após a fundação da Copa Lord. Avez-vous, Nego Quirido, Seu Vidomar, e outros eram os integrantes.
Tudo isso e outras histórias mil hoje rezam como lendas. Nada mais poderá ser confirmado com exata precisão. Toda a história dos sambistas do Morro da Caixa está enterrado no cemitério do Itacorubi com Avez-vous e Seu Vidomar. Dois ilustres que eu não pude entrevistar.
O projeto Depoimentos para Posteridade está de luto!
Adeus, Seu Vidomar!
Imagem retirada do documentário sobre o Nego Quirido, de Guilherme Lira.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Em defesa do x-salada
Porque falam tão mal do x-salada?
Fiz algumas análises e resolvi sair em defesa desta refeição sagrada da madrugada.
A começar pelo nome. X-salada. Salada! O que tem de errado em comer salada? Todos os médicos recomendam incluir salada em qualquer dieta. E alface e tomate não fazem mal pra ninguém.
Milho e ervilha. São encontrados a venda ou em buffet de restaurantes junto com as saladas. Então são saladas. Ou seja, saudáveis.
Pão, queijo e presunto. Meu avô viveu quase 80 anos comendo pão, queijo e presunto com café com leite às 18h. Além do que, pão tem carboidrato, que tem sua utilidade - tudo tem sua utilidade se souber dosar - e o queijo é derivado do leite, que possui proteína. Alguns leites possuem até ômega 3, que faz bem pro coração. Presunto é carne. Proteína.
Por falar em carne, ei-la. Frita na chapa, com óleo vegetal (salada), ou com manteiga ou margarina. Manteiga, derivado do leite. Mas é cara e nenhum lanche coloca manteiga pra fritar carne na chapa. É feita com margarina, que contem gordura vegetal (vegetal), e algumas são feitas de milho. Voltamos ao milho, salada.
A carne passada na chapa é uma das formas mais saudáveis de se cozinhar uma carne.
É possível acrescentar um ovo frito. Mais proteína, gordura, vitaminas e minerais.
Pra completar, o molho. Maionese e catchup. Não gosto de mostarda.
A maionese é feita de gema de ovo. Ovo. Saudável!
Algumas maioneses são misturadas com salsinha, cebolinha e alguns até hortelã. Saladas!
O catchup é feito a base de tomate. Salada!
Ou seja, tudo no x-salada é saudável! Isso tinha que ser recomendado pela OMS como alimento diário!
Já me adiantei. Como quase toda madrugada.
Foto: http://guiadafome.wordpress.com/
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Alcides Malandro Histórico da Portela
Alcides Dias Lopes, mais conhecido como Alcides Malandro Histórico da Portela.
Tem esse apelido por ser da época da fundação da Portela, ter conhecido todos os sambistas da época, inclusive de outras regiões do Rio e por conta de andar por muitos redutos, acumulava histórias desses locais todos e, claro, da sua Portela. Hoje, seu discípulo no quesito memória é o Monarco, que guarda com carinho muitas histórias do mestre Alcides, entre outras.
Alcides era uma das vozes da Portela, no tempo em que as segundas eram improvisadas. Ele, João da Gente e Ventura eram os mestres de canto da Portela.
Nos vídeos, ele fala sobre o primeiro torneio de escolas de samba, na casa de Zé Espinguela (ou Espinguele), quando a Portela (Vai Como Pode) foi vencedora, mas o Zé teve que dar prêmio pra Estácio (Deixa Falar) e pra Mangueira (Estação Primeira), pra não haver briga.
No outro vídeo, o mestre improvisando.
Crédito para que esses vídeos viessem à tona: Barão do Pandeiro!
Tem esse apelido por ser da época da fundação da Portela, ter conhecido todos os sambistas da época, inclusive de outras regiões do Rio e por conta de andar por muitos redutos, acumulava histórias desses locais todos e, claro, da sua Portela. Hoje, seu discípulo no quesito memória é o Monarco, que guarda com carinho muitas histórias do mestre Alcides, entre outras.
Alcides era uma das vozes da Portela, no tempo em que as segundas eram improvisadas. Ele, João da Gente e Ventura eram os mestres de canto da Portela.
Nos vídeos, ele fala sobre o primeiro torneio de escolas de samba, na casa de Zé Espinguela (ou Espinguele), quando a Portela (Vai Como Pode) foi vencedora, mas o Zé teve que dar prêmio pra Estácio (Deixa Falar) e pra Mangueira (Estação Primeira), pra não haver briga.
No outro vídeo, o mestre improvisando.
Crédito para que esses vídeos viessem à tona: Barão do Pandeiro!
Atalho
Alcides Malandro Histórico,
Portela,
vídeo
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Vida de músico
Só queria pedir a compreensão de uns e outros que ainda dizem que músico é vagabundo, que só vive na madrugada, só vive de bar em bar, vive fazendo música, etc. Isso tudo é verdade - menos a parte do vagabundo. Mas é um serviço. Um emprego. Um trabalho. Enquanto dormes, ele trabalha. Enquanto o músico dorme, trabalhas. Não há diferença nenhuma.
Então o sujeito resolve ser músico.
Passa horas em casa escutando músicas. Não por prazer. Muitas vezes por obrigação. Pra escutar com detalhes cada parte da música. Se é cantor, dá mais atenção à letra, melodia e interpretação do cantor daquela música. Se tem mais uma gravação, ouve-se as outras gravações pra conhecer os outros arranjos e outras interpretações.
Se é músico de harmonia, dá mais atenção à melodia, interpretação do cantor e em todos os instrumentos de harmonia. Principalmente no seu. Se tem mais uma gravação, idem.
Se é percussionista, melodia, interpretação do cantor e em todos os instrumentos de percussão. Principalmente no seu. Se tem mais uma gravação, idem.
Lá se vão algumas horas de estudo.
Sim. Estudo. Pois quando um músico ouve música não é somente por prazer. Dependendo do vício do músico pelo trabalho, todas as vezes que escuta uma música qualquer, tira algum proveito, faz alguma crítica pessoal sobre a música.
Depois há os ensaios com o grupo.
Gasta-se com passagem de ônibus, ou gasolina, dependendo do local do ensaio. E cansa. Geralmente, o tempo empregado no ensaio costuma ser o mesmo de uma apresentação. Lá se vão mais algumas horas de estudo.
Sim. Estudo. Pois quando o grupo se encontra, não é somente por prazer. O intuito não é sentar e tomar uma cerveja ou cachaça. Por mais que isso aconteça, há estudo. Ensaio. Pra todos terem em mente o que fazer exatamente na hora da apresentação.
E aí chega a hora de apresentação.
Digamos que o show seja às 22h.
O músico tem que estar no local, pelo menos, às 21h pra passar o som. O músico chega no local, descarrega todos os instrumentos, monta o que tem que montar, passa cabo, levanta pedestal, arrasta caixa de som do retorno, etc. Equaliza os instrumentos, volume, voz, do grupo todo, pra que o público ouça a música com a maior perfeição possível. Sem um instrumento mais alto que o outro, atrapalhando a harmonia do grupo.
Aí vem a apresentação.
Veja bem. Até agora o público não ouviu a música. E o músico já teve certo trabalho.
Quando o músico não tem roadie, ele passa o show inteiro preocupado com o som que o público está ouvindo. O som que o público ouve muitas vezes não é o mesmo som que ecoa no palco.
Enquanto o público está no seu momento de lazer, o músico está trabalhando. E por vezes o músico não está com vontade de tocar. Mas toca por obrigação. É seu ganha-pão. Se não tocar, não recebe.
Ou vai dizer que o leitor tem vontade de ir trabalhar todo dia, por mais que seja sentadinho numa sala com ar condicionado na frente de um computador?
Quando acaba o show, as vezes o público pede mais um. Um sinal de valorização do trabalho. E lá vai o músico tocar mais uma música em respeito ao público.
Findado o show, por volta de meia noite, 1h da manhã, o público vai embora. O músico não.
Depois de 2h, 3h de show, o músico ainda fica para comer, beber, quando a casa oferece - algumas casas vendem -, receber o salário e fazer o serviço inverso do palco. Desmontar pedestal, mesa de som, cabos, guardar instrumentos, etc.
Por vezes o dono do estabelecimento vem com uma conta na mão das águas, refris e cervejas que o músico usou durante o show.
Descontados daqui e dali, não é incomum sobrar míseros R$ 60. E não conheço nenhum músico que toque todos os dias do mês. No máximo, quatro vezes por semana. Façam os cálculos se quiserem.
Músico é autônomo mas tem chefe. São os donos dos estabelecimentos que o contratam.
Diante disso tudo, lhes peço: Por favor, mais respeito com o músico!
Obrigado.
Então o sujeito resolve ser músico.
Passa horas em casa escutando músicas. Não por prazer. Muitas vezes por obrigação. Pra escutar com detalhes cada parte da música. Se é cantor, dá mais atenção à letra, melodia e interpretação do cantor daquela música. Se tem mais uma gravação, ouve-se as outras gravações pra conhecer os outros arranjos e outras interpretações.
Se é músico de harmonia, dá mais atenção à melodia, interpretação do cantor e em todos os instrumentos de harmonia. Principalmente no seu. Se tem mais uma gravação, idem.
Se é percussionista, melodia, interpretação do cantor e em todos os instrumentos de percussão. Principalmente no seu. Se tem mais uma gravação, idem.
Lá se vão algumas horas de estudo.
Sim. Estudo. Pois quando um músico ouve música não é somente por prazer. Dependendo do vício do músico pelo trabalho, todas as vezes que escuta uma música qualquer, tira algum proveito, faz alguma crítica pessoal sobre a música.
Depois há os ensaios com o grupo.
Gasta-se com passagem de ônibus, ou gasolina, dependendo do local do ensaio. E cansa. Geralmente, o tempo empregado no ensaio costuma ser o mesmo de uma apresentação. Lá se vão mais algumas horas de estudo.
Sim. Estudo. Pois quando o grupo se encontra, não é somente por prazer. O intuito não é sentar e tomar uma cerveja ou cachaça. Por mais que isso aconteça, há estudo. Ensaio. Pra todos terem em mente o que fazer exatamente na hora da apresentação.
E aí chega a hora de apresentação.
Digamos que o show seja às 22h.
O músico tem que estar no local, pelo menos, às 21h pra passar o som. O músico chega no local, descarrega todos os instrumentos, monta o que tem que montar, passa cabo, levanta pedestal, arrasta caixa de som do retorno, etc. Equaliza os instrumentos, volume, voz, do grupo todo, pra que o público ouça a música com a maior perfeição possível. Sem um instrumento mais alto que o outro, atrapalhando a harmonia do grupo.
Aí vem a apresentação.
Veja bem. Até agora o público não ouviu a música. E o músico já teve certo trabalho.
Quando o músico não tem roadie, ele passa o show inteiro preocupado com o som que o público está ouvindo. O som que o público ouve muitas vezes não é o mesmo som que ecoa no palco.
Enquanto o público está no seu momento de lazer, o músico está trabalhando. E por vezes o músico não está com vontade de tocar. Mas toca por obrigação. É seu ganha-pão. Se não tocar, não recebe.
Ou vai dizer que o leitor tem vontade de ir trabalhar todo dia, por mais que seja sentadinho numa sala com ar condicionado na frente de um computador?
Quando acaba o show, as vezes o público pede mais um. Um sinal de valorização do trabalho. E lá vai o músico tocar mais uma música em respeito ao público.
Findado o show, por volta de meia noite, 1h da manhã, o público vai embora. O músico não.
Depois de 2h, 3h de show, o músico ainda fica para comer, beber, quando a casa oferece - algumas casas vendem -, receber o salário e fazer o serviço inverso do palco. Desmontar pedestal, mesa de som, cabos, guardar instrumentos, etc.
Por vezes o dono do estabelecimento vem com uma conta na mão das águas, refris e cervejas que o músico usou durante o show.
Descontados daqui e dali, não é incomum sobrar míseros R$ 60. E não conheço nenhum músico que toque todos os dias do mês. No máximo, quatro vezes por semana. Façam os cálculos se quiserem.
Músico é autônomo mas tem chefe. São os donos dos estabelecimentos que o contratam.
Diante disso tudo, lhes peço: Por favor, mais respeito com o músico!
Obrigado.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Partido alto (2)
Partido alto é isso e .
E mais um vídeo, antigo, famoso, mas aqui está remasterizado.
Partideiros reunidos é pau, couro e só!
E mais um vídeo, antigo, famoso, mas aqui está remasterizado.
Partideiros reunidos é pau, couro e só!
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Vício do samba
Minha música!
Vício do Samba
(João Nicolau Carneiro Firmo)
Todo mundo sabe
Que eu não bebo
Que eu não fumo
O samba é minha paixão
Sem o samba não tenho alegria em meu coração
Em minha alma se enraizou
Como vício embriagador
De alguém que me inspirou
Pro meu grande amor
Vício do Samba
(João Nicolau Carneiro Firmo)
Todo mundo sabe
Que eu não bebo
Que eu não fumo
O samba é minha paixão
Sem o samba não tenho alegria em meu coração
Em minha alma se enraizou
Como vício embriagador
De alguém que me inspirou
Pro meu grande amor
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Depoimentos para posteridade - André Calibrina
No dia da gravação faltou luz e não pude usar o vídeo. Gravei no celular, lá no Bar do Noel.
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Partido alto
Então um sujeito resolve pegar um pedaço de madeira com umas cordas de aço, um pedaço de casco de tartaruga e começa a raspar com o casco nas cordas.
Um outro sujeito resolve pegar um outro pedaço de madeira com um couro no meio e começa a bater nele.
Outros sujeitos aparecem, começam a cantar algo que se repete o tempo todo.
De repente, um só inventa uma música no meio daquela e quando acaba, todo mundo volta a cantar a música anterior, repetindo o tempo todo. Sem deixar o ritmo cair. Então vem outro sujeito e canta outra música. Aí acaba, e todo mundo volta a cantar a música anterior. Como mágica. Emendando uma na outra. E por aí sucessivamente.
Entre uma intervenção e outra todo mundo ri, não sei do que.
E continua o casco a raspar nas cordas, a mão a bater no couro e o povo a cantar.
Que graça tem isso?
TODA!
E salve o partido alto!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Bar do Noel pode fechar definitivamente!!!
Está rolando um manifesto sobre o possível fechamento do Bar do Noel motivado por várias denúncias na Prefeitura e no Ministério Público.
Infelizmente, em Florianópolis, a lei que regulamenta esse tipo de atividade cultural não prevê o que acontece no Noel, ou com os capoeiristas no centro da cidade.
A lei diz que o alvará para música em um estabelecimento somente será cedida após tratamento acústico. Acontece que neste caso o som é na rua. E não há legislação para isso.
Os eventos em locais públicos devem ser solicitados previamente para a SUSP e a Floram autorizarem (ou não). A lei também não prevê eventos ordinários. Ou seja, se o bar ficar pedindo toda semana, é capaz de numa dessas, o pedido ser negado. E se fizer um pedido só com todas as datas, o poder público pode considerar uma afronta, piada de mal gosto, sei lá.
Enquanto isso, cumpre-se a lei e acaba-se com a manifestação cultural que revitalizava aquela espaço do Centro Histórico, esquecido pelo poder público.
Segue o manifesto:
A Travessa Ratclif, hoje convertida num dos principais
pontos de encontro de Floripa por conta das atividades da Travessa Cultural,
Jazz e Samba do Bar Canto do Noel, todas gratuitas, têm sido alvo de processos
e denúncias de alguns poucos vizinhos que acabaram por conseguir a suspensão
total das atividades abertas ao público, queixando-se do “barulho” que a música
encerra em seus ouvidos, embora esses eventos primem pelo respeito ao horário
limite das 22hs.
Tendo em vista que nesta sexta, dia 02/12 é o Dia Nacional
do Samba, estamos programando uma manifestação, com saída da Travessa Ratclif,
com destino ao Mercado Público (onde estará rolando o grande evento de
comemoração ao Samba), em favor da cultura, da arte e do desenvolvimento
social, com concentração a partir das 17 horas.
Tradicional reduto cultural de Florianópolis, ponto de encontro
de intelectuais, músicos, poetas, teatristas, jornalistas, artesãos e boêmios,
sambistas, moradores das comunidades do Maciço do Morro da Cruz, por décadas
abrigando o Museu da Arte Metálica, a Travessa assumia as fantasias
carnavalescas com o Desfile das Escolas de Samba desde sua transferência para
suas imediações na Avenida Paulo Fontes até a criação do Sambódromo em
1989.
Hoje, o local abriga um Ponto de Cultura e várias atividades
artísticas, gratuitas a todo público, como o Jazz e Sambas do Canto do Noel e cursos no Instituto Arco-Íris, e tem
a pretensão de contribuir com os inúmeros projetos como o de Revitalização do
Centro Histórico do CDL e PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) das Cidades Histórias.
Hoje, com a remoção do principal terminal de transportes, a
região leste do Centro perdeu sua pujança com a diminuição do tráfego de
pessoas. Esses fatores implicam numa necessidade imperiosa de revitalização da
ocupação desta área, resgatando sua vocação gastronômica e cultural, conforme
manifesta o próprio CDL de Florianópolis, propiciando atividades que sejam
atrativas à população local de forma a incentivar investimentos em restaurações
do patrimônio histórico e atrair, também, o turista visitante, fomentando o
desenvolvimento sócio-econômico da região.
Travessa Cultural, além de ser um Ponto de Cultura é,
também, uma rede de parcerias que tem como foco a questão o desenvolvimento
sócio-cultural através das artes, da comunicação e da inclusão digital.
Janaina
Canova (Instituto Arco-Íris)
(48)
9961-3820
janacanova@gmail.com
Acauã Irê F.
Canabarro Machado (Bar Canto do Noel):
(48)
3223-1779 / 9117-3803 / 8833-0724 / 9900-1510/
8457-3994
acauaire@hotmail.com
drakunk@gmail.com
Atalho
Bar do Noel,
Florianópolis,
Samba em Floripa
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Um caso de verão
Então um dia a vi. Foi um caso rápido. Alguns segundos. Logo ela foge do alcance dos meus olhos.
Isso aconteceu por algumas vezes. Acho que ela também me viu em todas as ocasiões. O que será que ela pensou? Porque fugiu?
Certo dia houve uma festa em minha casa. Ela apareceu. Estava num canto da casa. Sozinha. Não pode ser verdade. Assim também já é demais.
Fui ao encontro dela. Ela correu, mas ainda estava no meu campo de visão. Dessa vez ela não escaparia. Ela ia pra um lado, eu ia atrás. Ela voltava, eu voltava também.
Eis que consigo prensá-la contra uma parede. De forma concisa. Precisa. Firme. Forte. Ela bambeia. A deixo por uns instantes, orgulhoso. Vou buscar uma bebida. Quando volto, ela havia sumido de novo. Mas como? Depois dessa prensa ela ainda foge?
Maldita barata!!!
domingo, 20 de novembro de 2011
Abre a roda, moçada, que o samba é pesado!
Vi a receita e copiei.
Batuqueiro
(Candeia)
Abre a roda moçada que o samba é pesado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro que é bamba não é derrubado
(Sim meu senhor)
Se cair se levanta de bico calado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro de roda não fica sentado
Quem sai com chuva vai se molhar
Quem vai pro samba vai pra sambar
A batucada já começou
O samba é duro, mas sambar eu vou
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Sai da porta menino e não abre a janela
(Sim meu senhor)
Esse samba é pra homem, não é pra donzela
(Sim meu senhor)
O Marçal está pensando, esperando por ela
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Levo para a comadre uma rosa amarela
(Sim meu senhor)
Venho lá de Mangueira, ainda vou na Portela
(Sim meu senhor)
E o nêgo comendo farofa amarela
(Sim meu senhor)
Quero ver a comida que tem na panela
(Sim meu senhor)
Batuqueiro
(Candeia)
Abre a roda moçada que o samba é pesado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro que é bamba não é derrubado
(Sim meu senhor)
Se cair se levanta de bico calado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro de roda não fica sentado
Quem sai com chuva vai se molhar
Quem vai pro samba vai pra sambar
A batucada já começou
O samba é duro, mas sambar eu vou
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Sai da porta menino e não abre a janela
(Sim meu senhor)
Esse samba é pra homem, não é pra donzela
(Sim meu senhor)
O Marçal está pensando, esperando por ela
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Levo para a comadre uma rosa amarela
(Sim meu senhor)
Venho lá de Mangueira, ainda vou na Portela
(Sim meu senhor)
E o nêgo comendo farofa amarela
(Sim meu senhor)
Quero ver a comida que tem na panela
(Sim meu senhor)
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