domingo, 1 de novembro de 2009

Depoimentos para posteridade - Seu Ari

Seu Ari, da Velha Guarda da Copa Lord.


Sacanagem esse vídeo. Mas é que ele falou muita coisa legal. Ou eu publicava tudo, ou deixava a água na boca.
Eu não tenho muito tempo, nem aquele fôlego do começo pra ficar revendo toda a entrevista, escolhendo as melhores partes.

Seu Ari figuraça!!! Opiniões fortes!!! Muita história!!!

Pra esse vídeo pedi ajuda do Dôga.

domingo, 25 de outubro de 2009

Samba no Morro da Caixa

Sabem aquelas histórias contadas pelos sambistas mais velhos, de que os sambas no morro duravam dias? Adoro isso, mas confesso que sempre achei que eram lendas.
Pois sexta, 23, vivenciei uma dessas festas e agora posso contar pros meus netos.

O dia estava um tanto estranho, fora do comum, e terminou no outro dia, apenas fora do comum.
Eu estava no Morro da Caixa do Centro e fui convidado para uma festa. Era um aniversário. Chegando lá, por volta das 23h, me deparo, logo na porta, com uma roda de samba. O clima era muito bom. Não conhecia praticamente ninguém, mas fui muito bem recebido.
Comida, bebida, crianças, samba, nenhuma briga, bebida, samba, bebida, bebida. Há quem diga que a Polícia esteve lá e pediu para abaixar o som, mas confesso que não vi.

Às 6h da manhã fui deitar (prova da excelente recepção que tive. Nem bem conheci a família, e já permitiram que eu repousasse em sua casa), mas não consegui dormir. O pessoal ainda ficou lá, conversando, bebendo, fazendo um samba, bebendo. Às 10h eu volto, ao meio dia é servido almoço (comida não faltou) e o samba continuava. Lá pelas 15h, com ninguém mais aguentando levantar um tamborim sequer, o samba para. Só há forças para levantar as latinhas.

Levanto-me, dou os parabéns ao aniversariante do dia anterior, que conheci durante a festa, e vou pra casa, feliz.
O aniversariante é o Leo (abreviação de Ishael, óbvio, com "h", mais óbviu ainda), de verde, preto, branco, verde, preto, branco, verde, preto, branco, verde. Foto: Cristiane de Jesus Lemos.


Enquanto escrevia essa postagem me lembrei do Baile no Elite, de João Nogueira e Nei Lopes. Mas o meu causo não foi sonho. A pesquisa da letra é da internet, então não lá muito confiável.

Fui a um baile no Elite
Atendendo a um convite do Manoel Garçom (Meu Deus do Céu, que baile bom!)
Que coisa bacana
Já do Campo de Santana
Ouvir o velho e bom som (Trombone, sax e pistom)
O traje era esporte
Que o calor estava forte
Mas eu fui de jaquetão (Para causar boa impressão)
Naquele tempo era o requinte
O linho S-120
E eu não gostava de blusão (É uma questão de opinião)

Passei pela portaria, subi a velha escadaria
E penetrei no salão
Quando dei de cara com a Orquestra Tabajara
E o popular Jamelão (Cantando só samba-canção)
Norato e Norega, Macaxeira e Zé Bodega
Nas palhetas e metais (E tinha muitos outros mais)
No clarinete o Severino solava um choro tão divino
Desses que já não tem mais (E ele era ainda bem rapaz)

Refeito dessa surpresa me aboletei na mesa
Que eu tinha já reservado (Até paguei adiantado)
Manoel, que é dos nossos, trouxe um pires de tremoços
Uma cerveja e um traçado (Pra eu não pegar um resfriado)
Tomei minha Brahma, levantei, tirei a dama
E iniciei meu bailado (No puladinho e no cruzado)
Até Trajano e Mário Jorge, que são caras que não fogem,
Foram embora humilhados (Eu tava mesmo endiabrado)

Quando o astro-rei já raiava e a Tabajara caprichava
Seus acordes finais (Para tristeza dos casais)
Toquei a pequena, feito artista de cinema
Em cenas sentimentais (À luz de um abajur lilás)
Num quarto sem forro perto do pronto-socorro
Uma sirene me acordou (Em estado desesperador)
Me levantei, lavei o rosto e quase morro de desgosto
Pois foi um sonho e se acabou

Seu Nelson Motta deu a nota que hoje o som é rock and roll.
A Tabajara é muito cara e o velho tempo já passou!

domingo, 18 de outubro de 2009

Depoimentos para posteridade - Fernanda da Silveira

Depois de aparecer de lambuja na filmagem com o Raphael Galcer por telefone, chegou a vez dela, a cavaquinista de samba e choro, Fernanda da Silveira!

Mas ela não gostou do vídeo e eu retirei. Direito de imagem. Tenho que respeitar.

Reconhecimento

É bom ser lembrado. Faz bem pro ego.

Diretamente do blog do Nico Ribeiro: Quem viver verá

Vlw Nico!
Abraço!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Maria Aparecida, a capoeirista



Recebi um e-mail amigável da Maria:
"ué, cadê seu comentário? Dos outros vc elogiou, comentou, e blá, e eu?
vou te pegar na próxima roda Nermal, ainda mais que tu vai tá sentado, e eu posso gte acertar viu!"

Atendendo esta ordem (sim, Maria, seu pedido é uma ordem), me senti um pouco pressionado a tecer um comentário.
De fato falhei. Não consegui pensar em nada pra acrescentar ao depoimento "bem bonitinho" dela. Só esqueci que eu deveria comentar sobre ela, não sobre o trecho do vídeo.

Eu já escrevi e reescrevi umas 37 vezes essa postagem, e não consegui encontrar o texto certo sobre ela.
A conheço há pouco tempo, mas sei que ela vive sorrindo, é muito inteligente, tem uma conversa ótima e é cercada de alguns mistérios, pra dar aquele charme.
Passamos o dia da filmagem juntos. Foi muito produtivo e agradável!

Maria, só não vais me acertar na roda, porque eu vou estar em pé, como me ensinaste.


E o povo canta: "Menina, quem foi teu mestre? Meu mestre foi Ceará. Me ensinou a cantar samba, não me ensinou a trabalhar" (verso de Clementina de Jesus no samba "Moro na roça", de Xangô da Mangueira e Zagaia)

domingo, 11 de outubro de 2009

Depoimentos para posteridade - Maria Aparecida

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Depoimentos para posteridade

Saiu no Boletim Eletrônico do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de SC:

Acadêmico entrevista representantes do samba da capital

Artur de Bem, acadêmico da 6ª fase de jornalismo, está produzindo o projeto Depoimentos para a Posteridade, que consiste em uma série de entrevistas, em forma de documentário, com representantes do samba local. Em pesquisas sobre o tema, Artur descobriu que o Museu de Imagem e Som do Rio de Janeiro promove uma produção semelhante. Os depoimentos dos sambistas Raphael Galcer e Maria Helena já estão disponíveis no blog do estudante. As entrevistas são realizadas todos os sábados. Confira em http://arturdebem.blogspot.com/


Obrigado professor Paulo Scarduelli.
Obrigado Samira Moratti.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Música no ônibus

Música. Quem não gosta de música? Todos gostam de alguma música.
Mas em um ambiente coletivo, as vezes a música que tu gostas e ouves com som alto, usando a tecnologia do seu celular, não é a mesma que o outro gosta.
Isso num ônibus é horrível.

Respeito. Quem não gosta de respeito? Todos gostam de respeito.


Perfeito!

domingo, 4 de outubro de 2009

Depoimentos para posteridade - Celinho da Copa Lord



Passei a ser mais fã do Celinho depois dessa conversa.
Um dos raros sambistas que está em escola de samba e é respeitado lá.

Escolas de samba, hoje, que não dão mais valor para o sambista.
Duvida? Então me responda: Por onde anda Jeisson Dias, Guilherme Partideiro, Dôga, Jandira, Raphael Galcer, Álvaro Fausane... ?

Salve Celinho!

domingo, 27 de setembro de 2009

Depoimentos para posteridade - Dôga



Falou meu mestre!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Onde está o samba, que deveria estar na rua?

Oi Artur.

Meu nome é Carlos, tenho 13 anos, estou aprendendo a tocar cavaquinho, acompanho teu blog há um tempo, e queria saber onde eu encontro uma roda de samba pra aprender a tocar?

Meu tio vive me contando histórias de rodas de samba que ele fazia com os amigos em vários bares pela cidade, mas são só histórias, nada atual. Ele não sabe onde tem roda de samba hoje. Queria saber se tu sabes onde tem. Queria poder tocar com outras pessoas, ter experiência, confraternizar com outras pessoas, conhecer outras pessoas, exatamente como meu tio fazia. Ele fez muitos amigos das rodas de samba que frequentava.

Podes me ajudar?

Obrigado.


Carlos, não existe roda de samba assim hoje. Aliás, há 2 lugares que se parecem com o que estais pedindo: o Praça 11, em SJ, aos sábados, a partir das 12h, e o Varandas, na Lagoa, às terças, a partir das 20h.
Não sei como tá o Praça 11, porque faz muito tempo que eu não vou lá. E o Varandas, até onde eu saiba, é pra apresentar sambas novos, não ensinar músicos novos. Tenta.

Mas tens razão. Não existe nada assim. Só existe show, palco, platéia, intervalo, bis, fim.
Falta aquele crima legal, aquele pessoal tocando pelo prazer de tocar, a confraternização, o prazer de estar do lado de um amigo, entoando música, entortando mé, vivendo o samba!

Quem está começando a tocar, tem que aprender. Depois pede pro professor de cavaco começar a levar pras barcas pra ganhar a malandragem da rua.

Assim eu sou obrigado a dar moral pros cariocas.
O Samba da Ouvidor é do jeito que gostamos, Carlos. Uma roda de samba, de graça, feita no povo, pelo povo e que vai para o povo em forma de arte.
Acessem, todos, e vejam o que ele fala sobre a rua.

Alguns trechos pra facilitar (os negritos são originais do blog da Ouvidor):
"Coisas da RUA, que só a RUA nos proporciona." (uma constante no blog. Parece lema do Samba da Ouvidor)
"Chama atenção, por terem pego de lá, o espírito da coisa, o valor da rua"
"A presença do Seu Itamar foi um grande presente. Coisas da rua, que só a rua nos proporciona. Sinceramente, acho impossível ver cenas como essa de hoje em casas noturnas, com cervejas a preços exorbitantes, e um público que, na minha opinião, longe de ser preconceituosa, até porque eu as frequento também, não é exatamente um público que vive e respira o samba."

Mais clima de rua, virtualmente, no blog Sambas, Boemia e Vagabundos.

Lugar de samba é na rua!


E o povo canta, junto com o Carlos: "Saio de casa e vou pra rua. A noite está pra violão" (Candeia)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Jeisson Dias vai para o Rio de Janeiro

Foto: Artur de Bem

Com o texto abaixo eu falei sobre Jeisson em 2008, sobre o Femic, quando venceu o prêmio de melhor torcida.
E por falta de tempo uso o mesmo para falar sobre ele, agora que ele vai pro Rio de Janeiro.
Ele era a última pessoa que eu imaginava que iria sair daqui pra tentar algo lá fora.
Boa sorte!


Jeisson Dias é considerado pela maioria dos músicos como o maior sambista de Florianópolis.

Começou a carreira no Bar do Tião, quando o pai o levava, ainda criança, para as noitadas. Fez parte dos grupos Kadência do Samba, Liberdade, e hoje segue carreira solo. Comandou a maior roda de samba da história de Florianópolis, o Silvelândia, próximo da Catedral.

Foi intérprete da Copa Lord por alguns anos e é integrante da ala de compositores desta escola.
Sua voz já foi utilizada em alguns cds produzidos em Florianópolis como "O Compositor", de Celinho da Copa Lord, "Uma rosa no meu jardim", de Elias Marujo, e emprestou, além da voz, um samba seu para o cd "Mantendo as Tradições".

Jeisson também é pesquisador e possui um acervo de informações, livros, artigos, fitas k7, fitas de áudio, viniis, cds, etc., de dar inveja a muito historiador.

Jeisson serviu de referência pra muito sambista de hoje e ainda serve de referência pros novos músicos e sambistas da cidade.


Jeisson viaja hoje, quarta-feira.



A roda acima é uma bagunça promovida pela comunidade do Morro do Céu todo fim de ano. Muito bom!! Filmagem: Artur de Bem.

domingo, 20 de setembro de 2009

Depoimentos para posteridade - Maria Helena



Demorei um dia inteiro pra publicar isso no Youtube, mas tá aí.
Maria Helena falando sobre o álbum lançado em 1989 e Wagner Segura, antes do Paulinho Carioca chegar no recinto.

Aí, Maria Helena. Cortei e fiz o que achei melhor!


Atualização
Conforme pedido do marcoliva nos comentários, o samba é Turbilhão de emoções, de Jorge Luis, Paulinho Carioca e Bira Pernilongo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Depoimentos para posteridade - Raphael Galcer



E o próximo, ou a próxima, pode ser você!!

Todo sábado estou entrevistando alguém. Pegando depoimento das pessoas que fazem, fizeram ou farão história no samba e choro de Florianópolis. Pra, entre outras coisas, daqui há uns 40 anos, nossos filhos (as) ou netos(as) saberem quem foi tal pessoa, como ela era, o que pensava, como era sua voz, sua aparência, etc.

Não se supreenda se um dia receberes uma ligação minha dizendo: Vais fazer alguma coisa agora a tarde? Queria conversar contigo!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Heróis da liberdade

Dica de Eduardo Carvalho.
Lindo texto de Luiz Antônio Simas, que eu aconselho ler antes de ouvir a música.

Liberdade, Senhor! O samba de mil anos.

É impressionante a quantidade de fatos que ocorreram em 1969 e estão sendo, quarenta anos depois, constantemente lembrados pela imprensa. É verdade que o ano em questão foi da pá virada - aconteceu mesmo de tudo.

O Concorde foi criado; a lua deixou de ser dos namorados e São Jorge se empirulitou com a chegada da Apollo 11; o festival de Woodstock inaugurou a suruba no lamaçal; o doido do Charles Manson matou a Sharon Tate; o Jornal Nacional entrou no ar; o embaixador dos EUA foi sequestrado pela rapaziada do MR-8 e da ALN; o presidente Costa e Silva vestiu a farda de madeira; Médici chegou ao planalto; apagaram o Marighella; o Fluminense papou o campeonato carioca; as feras do Saldanha se classificaram para a Copa de 1970.

Aconteceram mais coisas impactantes, mas não me ocorrem agora e eu estou sem paciência para descobrir pesquisando nos googles da vida. Também não acho relevante dizer que, com um ano de idade, comecei a falar umas coisas desconexas e tentei - segundo fidedigno relato da senhora minha mãe - o suicídio me atirando do berço.

No meio dessa profusão de efemérides, porém, estou convencido do seguinte: Em 2969, na comemoração dos mil anos da data, só dois eventos serão lembrados mundialmente - 1969 foi o ano do milésimo gol de Pelé e do samba Heróis da Liberdade, hino maior do GRES Império Serrano, da parceria Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira.

Para prosseguir na minha tarefa de matar os imperianos do coração, coloquei na rede a monumental gravação AO VIVO do Heróis da Liberdade. Isso mesmo - o Império Serrano entoando, em 1969, logo depois do lançamento do nefasto AI-5, o brado maior em defesa da liberdade; uma verdadeira declaração dos direitos fundamentais do homem em forma de epopéia.

Heróis da Liberdade é uma daquelas obras de arte que - feito o Quixote, a Nona Sinfonia, a Pietá, a cerâmica marajoara, as máscaras de Ifé e a Mona Lisa - permanecerá enquanto a humanidade permanecer. Patrimônio do espírito do homem em sua dimensão mais elevada, é simplesmente isso que temos que reconhecer nesse samba - ouvindo em silêncio reverente e mostrando aos nosso filhos e netos, para que eles cantem, um dia, aos que virão. E sintam, quem sabe, orgulho de sua condição de homens humanos feito os seus avós.

Façam o teste para cardíacos: Ouçam a Serrinha cantando.

Abraços




Heróis da liberdade
(Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira e Manoel Ferreira)

Passava noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia o fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria, com sabedoria
Deu sua decisão
Com flores e alegria
Veio a abolição
A independência Laureando
O seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim

Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Essa brisa que a juventude afaga
Essa chama
Que o ódio não apaga pelo universo
É a evolução em sua legítima razão

Samba! Oh, samba!
Tem a sua primazia
Em gozar de felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos heróis da liberdade

Ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô
Liberdade, senhor!

sábado, 5 de setembro de 2009

Parteira será profissão. E músico? Não.

Repentista, capoeirista, jornalista e agora parteira. Tudo é profissão regulamentada. Algumas já, outra ainda.

Enquanto isso, o músico vai perdendo o compasso, saindo do ritmo, com uma melodia triste, num tom menor agonizante...

Ministro Celso Mello considerou admissível proposta da procuradora geral da República, Deborah Duprat, contra artigos da lei 3.857/60, que regulamenta a profissão de músico.
Notícia completa aqui.


Sobre a profissão de parteira:

A profissão das parteiras deverá ser reconhecida em lei

O deputado Pedro Wilson (PT-GO) defende a tramitação urgente de dois projetos de lei que tramitam na Câmara para regulamentar e capacitar a profissão das parteiras. Durante audiência pública realizada nesta semana, pela Comissão de Legislação Participativa, o deputado enfatizou que a atividade das parteiras é de fundamental importância para as populações tradicionais que vivem em regiões isoladas, notadamente comunidades indígenas e quilombolas.

Pedro Wilson sugere que o governo federal determine, na área da saúde e educação, políticas públicas e cursos de capacitação que, respeitando o conhecimento popular, possam profissionalizar essas mulheres que são o único recurso para as parturientes nas regiões mais longínquas do país. “? lá nas comunidades ribeirinhas, onde nenhum médico quer ir, que se vê o valor das parteiras”, conclui. Um dos projetos que dispõe sobre a regulamentação da profissão de parteira é do deputado Henrique Afonso (PT-AC).

Fonte: Informes PT


Sem luvas, com material reutilizável, e ninguém morreu por isso.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dia do Choro

As vezes eu esqueço que algumas ações do meu serviço podem servir pro meu blog.

Agora é lei: o Dia Municipal do Choro foi instituído em Florianópolis. Dia 23 de abril. O projeto é do vereador Márcio de Souza.

Já havia comemorações na cidade (há 2 anos, até onde eu lembre), mas agora, com a lei, pode ser incluído um orçamento específico para o Dia do Choro, por exemplo, além de constar no Calendário de Eventos do município.

domingo, 30 de agosto de 2009

Fórum Cultural de Florianópolis

E foi criado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Músicos roubados

Os músicos estão sendo roubados. Pela Ordem? Pelo STF? Não. Por pessoas más intencionadas.

O primeiro caso é do meu amigo Bidu. Ele foi pro Rio de Janeiro e só tinha um pandeiro, tamborim e a roupa do corpo (brincadeira). Até que um dia roubaram-lhe os instrumentos. Voltando de uma roda, próximo de casa, foi abordado por uns sujeitos, que lhe assaltaram.

O segundo caso é do Alfredo, integrante do Terreiro Grande. Após uma roda de samba, em São Paulo, algum sujeito resolveu levar sua cuíca e seu pandeiro.

O terceiro caso é do Proveta. Aquele que viria lançar um cd em Floripa, mas ficou doente. Também no Rio, quebraram o vidro traseiro do carro, que havia parado no semáforo, e levaram o instrumento.

Não sei o Proveta, mas os outros 2 casos foi no fim de evento.

Me parece que há uma lei, ou decreto, ou consta nos contratos de trabalho, que 1h antes ou depois do expediente, ou quando o funcionário está indo ou retornando do serviço, a empresa deve arcar com os custos médicos caso aconteça algum acidente. Ou algo assim.
Me corrijam se eu estiver errado.

Não deveria haver algo proporcional para o músico?
Em casos assim, principalmente com o Alfredo, onde o fato aconteceu dentro do bar, a casa não deveria ter alguma responsabilidade sobre o instrumento?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fórum Municipal da Cultura de Florianópolis



E de novo o pessoal vai se reunir (sic) pra formar o Fórum Municipal da Cultura de Florianópolis.
Dessa vez a tentativa será sábado agora, dia 29, às 14h30, no Teatro da Ubro.

Algumas pessoas que estão responsáveis por montar o Fórum, desde o dia 11 de julho, e que nunca deu em nada, estão meio mordidas porque a Prefeitura foi mais rápida (e eu nunca vi a Prefeitura ser mais rápida em alguma coisa) e está organizando a Conferência Municipal da Cultura, com reuniões periódicas: toda quinta, às 17h, na Casa da Memória, entre a Catedral e a Câmara Municipal.

O problema é que o Fórum deveria ser feito antes, pra indicar nomes para a Conferência.

Em linhas tortas, mas a história está sendo escrita.

Vamu lá... ver qual vai ser desse Fórum... Tomara que dê certo!

sábado, 22 de agosto de 2009

Morro do Geraldo

Foto: Artur de Bem

Geraldo era dono de um monte de terras. Por isso, esse monte de terras ficou conhecido como Morro do Geraldo. Simples, porém vago.

Como metido a historiador que sou, fui buscar saber quem era Geraldo.
Como diz a minha chefe: "nada é por acaso".
Conversando com meu barbeiro (que corta meu cabelo), o Nem, descobri que um descendente do Geraldo, Luiz Geraldo (neto da Arzelinda, que vocês já vão conhecer), morava em Coqueiros. Consegui seu telefone.
Dele, descobri que Geraldo havia falecido em meados de 1880, e seu corpo está sepultado no Cemitério São Cristóvão, na Ivo Silveira. Descobri, também, que no terreno onde hoje é a FEsporte, ficava a chácara do Geraldo, onde ele morava. Nunca consegui tempo pra sentar e conversar com o Luiz Geraldo.

Pois bem. Anos depois, conversando com um amigo, o Nivaldo Machado, descubro que ele foi criado no Morro do Geraldo, que eram terras da família dele, e que o Geraldo era o Vô Janja.
Hoje, sábado, 22 de agosto de 2009, fui até a casa de sua avó, Tia Nelsa, para conhecer mais da história.
Infelizmente elas não permitiram que fossem filmadas ou fotografadas, pois, segundo elas, não estavam arrumadas. Teriam que ir ao salão antes. Pura vaidade, pois o que eu vi foram 3 senhoras muito belas, lúcidas, e das mais queridas que já conheci.

As 3 senhoras, na verdade, eram filhas do Vô Janja, que, por sua vez, era filho do Geraldo, dono do Morro do Geraldo.

Então fica assim:
Geraldo teve 10 filhos: Arzelinda (vó do Luiz Geraldo), Júlio, Caetana, Geraldina, Maria, Henrique, Rodolfo, Joaquim, Francisca e João Geraldo (Vô Janja).
O Vô Janja teve 5 filhas: Tia Ita (de nome Neocir), Tia Naide (de nome Nadir, uma das 3 senhoras), Tia Neli, Tia Basilissa (outra das 3 senhoras) e Tia Nelsa (última das 3 senhoras).
Tia Nelsa teve a Tia Letícia, Tia Cecília, Tia Elisabeth e o Nivaldo.
O Nivaldo teve o Nivaldo.
E o Nivaldo já tem o Pedro, hoje com 10 anos.

Até onde eu pude perceber da conversa, Geraldo era dono desse espaço, mais ou menos:

Visualizar Morro do Geraldo em um mapa maior

Ainda falta muito pra conhecer essa história a fundo, mas já é um começo.
Outros encontros ainda serão marcados. Com antecedência, para que as senhoras possam ir ao salão e eu possa filmar e tirar fotos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gripe suína, ônibus e chuva


Foto: Artur de Bem

Ninguém vai morrer ao se molhar um pouco com a janela aberta, mas pode morrer se ficar com a janela fechada.


Po, não custa abrir o diaxo da janela. Nem que seja um pouco. Melhor ainda se o ônibus tiver cortina. Abre a janela e o ar entra, fecha a cortina e a chuva não.

Esses dias uma moça entrou no ônibus com uma máscara. Todo mundo abriu a janela na mesma hora.
Vou começar a fazer isso.

Não é só pela gripe, é pelo ar quente, abafado, que fica no local. Não é preciso estar com surto de gripe na rua. Minha vó já dizia, há 20 anos, que ambiente fechado não presta.


E o povo canta: "Abre a janela formosa mulher..." (Ary do Cavaco / Rubens)

sábado, 8 de agosto de 2009

Hino da (falta de) comunicação



As outras duas músicas seguintes são de brinde...

A definição da música, no título, ouvi de Elton Medeiros, e concordo.
A música foi lançada em 1969. E como toda música boa, que não tem idade, essa é atual. E em 2044 continuará sendo atual.


Sinal Fechado
(Paulinho da Viola)

Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe...
Quanto tempo...
Pois é... quanto tempo...

Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é... quanto tempo...

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone
Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana...
O sinal...
Eu procuro você...
Vai abrir... (vai abrir... vai abrir...)
Eu prometo, não esqueço... (não esqueço... não esqueço...)
Por favor, não esqueça... (não esqueça...)
Adeus...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carro elétrico


"Carro fabricado na Índia" ???
R.: http://quatrorodas.abril.com.br/classicos/brasileiros/conteudo_229224.shtml

"Chegou ao Brasil há 2 anos" ???

"Custa caro: R$ 55 mil" ???


Em 1974, no Brasil, já havia carro elétrico. Claro, com a tecnologia da época, mas já havia! Porque não continuaram? Imagino que a máfia do petróleo não tenha permitido isso. Assim como, imagino, não tenha permitido a ampliação das redes ferroviárias.

E gastaram 7 minutos pra falar de um carro elétrico como se fosse novidade ou tendência para 2020!!! Em 1974 poderia ser tendência para 1990 e popular hoje.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cidade acautelada



De vez em nunca alguém comenta que tá começando a ficar com medo da gripe suína.
Lembrei dessa música por causa do trecho grifado.
Quem tá cantando deve ser o Bando de Tangarás.
Isso não é samba. Foi uma das primeiras composições do Noel, uma embolada.


Minha viola
(Noel Rosa)

Minha viola
Ta chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração

Eu não respeito cantadô que é respeitado
Que no samba improvisado me quisé desafiá
Inda outro dia fui cantá no galinheiro
O galo andou o mês inteiro sem vontade de cantá
Nesta cidade todo mundo se acautela
Com a tal de febre amarela que não cansa de matá

E a dona Chica que anda atrás de mal conselho
Pinta o corpo de vermelho
Pro amarelo não pegá

Eu já jurei não jogá com seu Saldanha
Que diz sempre que me ganha
No tal jogo do bilhar
Sapeca o taco nas bola de tal maneira
Que eu espero a noite inteira pras bola carambolá
Conheço um véio que tem a grande mania
De fazê economia pra modelo de seus filho
Não usa prato, nem moringa, nem caneca
E quando senta é de cueca
Prá não gastá os fundilho

Eu tive um sogro cansado dos regabofe
Que procurou o Voronoff, doutô muito creditado
E andam dizendo que o enxerto foi de gato
Pois ele pula de quatro miando pelos telhado
Adonde eu moro tem o Bloco dos Filante
Que quase que a todo instante um cigarro vem filá
E os danado vem bancando inteligente
Diz que tão com dor de dente
Que o cigarro faz passá